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quarta-feira, 19 de março de 2014

Seu pé está descamando? Já procurou saber a causa disso?


É tão comum receber no consultório pacientes com essa queixa: " Doutora, meu pé está descamando!".  E são várias as possibilidades aventadas por eles, e algumas são verdadeiras lendas urbanas.

Uma das campeãs é o ácido úrico. Não encontrei nada que mostre que seu aumento cause descamação na pele. Aumento do ácido úrico pode causar gota (inflamação de articulações, com dor e inchaço) e cálculos renais ("pedras" nos rins). Mas descamar a planta dos pés... não. Se alguém achar alguma evidência científica dessa relação me mande, por favor!

Outra causa seria a alergia. Sim, essa é possível. Há pessoas que desenvolvem alergia ao couro, à borracha, ao verniz do sapato, à cola usada nos calçados, enfim. E a alergia ocorre embora você sempre tenha usado a mesma coisa. É como um copo em que vai pingando água, gota a gota, e um dia transborda. Precisa da avaliação do dermatologista e existem testes para tentar identificar o agente causador da alergia.

A disidrose também pode levar à descamação nos pés. São aquelas vesículas pequenas, que às vezes se juntam e levam à descamação. Às vezes coça. Pode sumir e voltar depois de um tempo e pode também acometer as mãos. Não se sabe a causa. Pode ocorrer nos períodos mais quentes do ano, acompanhar um quadro infeccioso, ser devido a algum medicamento ou pode piorar com o estresse.

E uma outra causa de descamação muito comum é a micose superficial. Não adianta passar lixa ou usar creme hidratante! É preciso tratar com medicamento! E tem casos em que as unhas podem estar acometidas também. Os fungos ficam naquele "sambinha", do pé para as unhas ou das unhas para os pés. Daí, tem que tratar os dois. É importante saber quem mais da família está com a descamação causada pela micose, pois todos os que estão com a doença precisam ser tratados. E os cuidados de higiene são fundamentais, como cada um usar seu próprio calçado, evitar ficar descalço em locais públicos (banheiros de piscina, academia, alojamentos), limpar os calçados, entre outros.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Doenças de pele comuns no verão


Estamos no verão, o período mais quente do ano. Algumas doenças da pele são mais comuns nessa estação. Vale a pena lembrar algumas delas e tomar os devidos cuidados:

Queimadura solar - para aqueles que abusam da exposição solar sem proteção adequada na praia, na piscina ou na prática de esportes ao ar livre, esse é um problema comum. A pele fica muito vermelha, sensível ao toque e às vezes com bolhas. Recomendações: usar protetor solar de FPS 30 ou mais e com proteção UVA, lembrando-se de repassar o protetor a cada duas horas e ao sair da água ou após ter transpirado muito, permanecer em locais cobertos, usar chapéus de aba larga e roupas adequadas. Preferir os horários de menor incidência de radiação ultravioleta (até as 10h da manhã e a partir da 16h) e beber bastante líquido. Se ocorreu a queimadura, deve-se reforçar a hidratação da pele. Os casos mais intensos e desconfortáveis devem ser avaliados pelo Dermatologista.

Intertrigo - lesões avermelhadas que aparecem nas áreas de dobras (abaixo das mamas, virilhas, axilas, abdome), nos locais de fricção da pele, especialmente nos dias quentes e úmidos. Pode ter sobreposição de infecção por fungos, como a candida. Recomendações: manter essas regiões da pele secas e arejadas, usar roupas de algodão, frouxas, e talcos antitranspirantes.

Candidíase - aparece bastante no verão. A forma cutânea é frequente nas mulheres, gestantes, diabéticos e obesos, especialmente nas dobras de pele abaixo das mamas, abdome, virilhas. As mulheres também sofrem mais com a candidíase vaginal (corrimento esbranquiçado com prurido e vermelhidão na região genital). Recomendações: semelhantes àquelas para o intertrigo. Procure o médico para tratamento.

Outras micoses - terrenos contaminados por fungos, como a areia da praia, pisos e banheiros de clubes, são fontes comuns das micoses do verão. Aparecem lesões nas plantas dos pés, entre os dedos, nas virilhas, nas unhas, entre outros locais. A coceira pose acompanhar o quadro. O desenvolvimento dessa alteração na pele é facilitado pelo calor e alta umidade. Recomendações: evitar andar descalço em locais públicos. Sapatos fechados devem ser alternados no dia a dia e deixados ao ar livre e ao sol. Usar meias de algodão e talcos antitranspirantes, roupas arejadas. Não compartilhar calçados, roupas, toalhas, materiais de manicure. Não levar animais domésticos para a praia. Procurar tratamento médico.

Melasma - manchas acastanhadas na face, especialmente nas bochechas, testa e buço que podem surgir ou piorar após a exposição solar. Recomendação: O ideal para as pessoas com tendência ao melasma é evitar "pegar sol". Mesmo o sol do dia a dia, sem proteção, pode acentuar essas manchas.

Ressecamento da pele pela piscina - as crianças são as que mais sofrem com isso. Ficam com a pele ressecada e com coceira. Recomendação: redobrar a hidratação da pele com cremes após o uso da piscina.

Brotoejas (miliária) - também mais comuns nas crianças no verão, essas lesões são, em geral, bolinhas vermelhas que aparecem no pescoço, tronco e axilas. Recomendações: as crianças devem usar roupas leves, de algodão, arejadas e tomar banhos durante o dia para refrescar. O uso de maisena ajuda a melhorar.

Picadas de insetos - com o aumento da temperatura, os mosquitos aumentam em número e as picadas aparecem e coçam. Recomendações: existem cremes prescritos pelo dermatologista para alívio das lesões. O uso de relentes ajuda, mas em alguns casos eles podem causar alergia. Existem marcas ideais para maiores de 6 meses e outras recomendadas para maiores de 2 anos.

Essas informações são meramente educativas. Toda lesão na pele deve ser avaliada pelo médico para ser tratada adequadamente. Evite o uso de medicamentos sem a prescrição de um médico.

E aproveitem bem o verão!